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Validation Board: teste suas ideias sem gastar tempo e dinheiro

Modelagem de negócios

A teoria na prática acaba sendo outra e a gente nem percebe! Modelo mental e zona de conforto são umas traíras, pois nos deixam ter insights e inspirações para depois nos arrastar silenciosamente ao nosso lugar comum.

De nada adianta ler e não praticar o livro The Lean Startup e tantos outros, colunas, artigos e e-books gratuitos sobre startups e agilidade, ir a eventos, assistir storytellings e palestras sobre fracassos evitáveis que explicam a necessidade de antecipar riscos e oportunidades, levantar e validar hipóteses.

A espinha dorsal do Lean é eliminar os desperdícios, testar ideias e validar hipóteses.

Acreditar cegamente em uma ideia é o maior dos riscos em investir porque você corre o risco de só depois de pronto descobrir que poderia ter pivotado e dado certo, mas agora só sobrou dinheiro para o jornal com o classificados de empregos de domingo.

A falta de validação nos faz errar o mercado alvo, o problema que imaginamos não existia, a solução desejada era tentadora para mim, mas os clientes a veem de outra forma, o timing está errado, entre outros.

Em meio a tantas certezas hipotéticas, livros lidos, teorias dominadas e tudo gerando erros e descolamento entre o dito e o feito, surge a proposta de um Validation Board com o objetivo de criar uma gestão visual e “dedo dura” do que exatamente estamos validando e como.

Validation Board Lean Startup Machine

MANUAL DE INSTRUÇÕES

#1 – Hipótese de Cliente: Qual a tipo de cliente, persona, segmento ou amostra que você quer validar a cada novo ciclo. É necessário esclarecer quem é, onde encontrá-lo, observá-lo e analisá-lo.

#2 – Hipótese de Problema: O que é um problema que o seu cliente quer ou precisa resolver e pagaria por isto. Um erro comum é resolver algo que é o SEU problema e que outras pessoas resolvem de outras formas ou até mesmo não o enxergam como um problema que mereça investimento.

#3 – Hipótese de Solução: Um detalhe curioso é que a técnica deste Canvas sugere NÃO colocar nada neste espaço antes de realizar o primeiro ciclo de pesquisa e validação para não ser induzido pela ideia inicial.

#4 – Mapear seu experimento: É importante mapear os seus pressupostos e quais merecem ser validados a cada ciclo para que a ideia de negócio dê certo.

#5 – Pressuposto de maior risco para sua ideia: Para cada pressuposto, conforme a relevância atribuída a eles, o seu objetivo será validá-lo da melhor forma possível, evitando distorções. Sugiro uma análise um-a-um de forma individual e holística.

#6 – Qual será o método de validação: Antes de definir o método, estude ou procure quem tenha maior experiência sobre o assunto, sobre os tipos, eficácia, acoplagem, se a validação será através de pesquisas como entrevistas ou surveys. Será necessário buscar o ponto de equilíbrio através de pilotos e pré-testes para garantir que o acesso a um grande número de respondentes ou casos de estudo não sejam em vão.

#7 – Critério de Sucesso: A pesquisa científica é muito exigente sobre este tópico, afinal, qual é o tamanho da amostra necessária, em quantidade ou percentual, ponto de saturação, como saber se temos dados suficientes para validar determinada ideia. Este ponto é crucial, pois pior que não fazer uma validação é fazer uma validação errada.

#8 – Tomada de decisão – Prosseguir ou Pivotar: Neste momento é preciso muito cuidado e contar com parcerias adequadas, desapegar da ideia original, com cuidado para não abandonar uma ideia vencedora cedo demais. Assim, é importante cruzar diferentes validações, submeter sua análise e conclusões a outras pessoas com mais experiência.

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Não é a primeira vez que o tema “validação” dá as caras por aqui. Nós já falamos sobre a importância de validar suas ideias para evitar desperdícios utilizando o Experiment Board da Javelin. A ferramenta é um quadro focado em validação do modelo de negócios proposto, permitindo validar cliente, problema, solução, hipóteses e pivots. Se você ainda não conhece essa ferramenta, dá uma olhada, é muito interessante.

Sobre o autor

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Jorge Audy

Jorge Horácio “Kotick” Audy é escoteiro, formado em Análise de Sistemas na PUC/RS em 1987, mestre em Administração na linha de Gestão da Informação em 2015, professor universitário na FACIN da PUC/RS, consultor e agile coach na DBServer.