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Negócios disruptivos: quem são eles e o que prometem para o futuro? [1/4]

Uber

Você já deve ter ouvido falar neles. Eles estão entre nós e prometem revolucionar o mundo dos negócios. Os negócios disruptivos estão provocando uma transformação intensa na economia em todo canto do planeta.

Então resolvemos falar sobre negócios disruptivos. Serão quatro posts do tema, um por semana, começando por esse aí. Aproveite pra entender melhor esse conceito, polemizar, compartilhar e ter insights pro seu negócio 🙃💡😉

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O adjetivo que se tornou protagonista do vocabulário tecnológico-corporativo no mundo está gerando um impacto enorme no dia a dia de empresas e pessoas (e tem irritado um bocado de gente).

Disruptivo tem a ver com ruptura, agitação, subversão e transformação, mas é ignorado sem dó por grande parte dos dicionaristas. Ser disruptivo é criar novos valores, novos mercados, minando ideias que pareciam solidamente estabelecidas.

Clayton Christensen, professor de Harvard, autor do livro The Innovator’s Dilemma, de 1997, foi quem popularizou o termo Inovação Disruptiva, que ele define mais ou menos assim:

Clayton Christensen - autor do livro The Innovator’s Dilemma

Inovações disruptivas não são avanços de tecnologias que fazem bons produtos melhores; ao contrário, são inovações que tornam os produtos e serviços mais acessíveis e baratos, tornando-os disponíveis a uma população muito maior. É importante lembrar que a ruptura é uma força positiva.
Clayton Christensen – autor do livro The Innovator’s Dilemma

Mas quem pensa que os negócios disruptivos estão invadindo o mercado, está enganado. O conceito pode ter sido empregado pela primeira vez há duas décadas, mas na prática a disrupção está entre nós há muito mais tempo.

O surgimento da máquina a vapor de James Watt, por exemplo, transformou a sociedade e seus meios produtivos lá em 1792. A era digital pode não ter sido o motor da disrupção, mas para o consultor estratégico, palestrante e professor da FGV-RJ, Arthur Igreja, a digitalização foi a catalisadora do aumento da velocidade e da sua democratização.

Para Arthur Igreja, se antes experimentamos revoluções em intervalos de décadas, hoje isso acontece em semanas. E a democratização foi guiada pela redução do custo de acesso às ferramentas.

Nunca foi tão barato empreender. O impacto que apenas imperadores possuíam no passado passou a ser exercido por grandes organizações no século XX e agora são as startups que em meses podem ser o próximo Uber.

Falando nisso, por mais clichê que pareça, é impossível falar de negócios disruptivos sem lembrar da Uber. Não pelo negócio em si, mas pelo impacto que gerou na rotina de milhões de pessoas.

“Uberizar” virou sonho de consumo de desenvolvedores, startups e investidores digitais. Estão todos alucinados para ser o novo Uber.

E boa parte disso foi graças ao digital, que está em toda parte. Tornou-se a nova espinha dorsal de tudo na vida pessoal e nos negócios. Está mudando as regras do jogo reescrevendo o modelo das atividades e evoluindo na velocidade da luz.

Assim, as empresas terão de se adaptar em sua essência, porque mesmo uma mudança mínima pode ser muito disruptiva. Aqui vale uma analogia com a mudança climática. Um pequeno aumento da temperatura vai transformar o nosso planeta.

Ou seja, se você não antecipar oportunidades pode ter seu negócio arrasado pela próxima inovação disruptiva, como várias indústrias já experimentaram. Portanto, não aja como se nada acontecesse.

Uma coisa é certa 🙂
O ritmo da mudança vai aumentar 🙃

E talvez as inovações disruptivas mais surpreendentes venham de empresários do fundo da pirâmide. São eles que estão inventando novas formas de oferecer serviços e produtos por uma fração do custo dos atuais líderes de mercado, atingindo um novo patamar de serviços, renda, oportunidades e transparência.

Talvez a maioria das iniciativas morrerão antes mesmo de serem conhecidas, mas as que acertarem vão agregar muito valor para a vida de fornecedores e consumidores. Isso mostra que modelos de negócio não são eternos e reinventar, apesar de parecer arriscado e incerto, pode ser surpreendente.

Começar do zero com a meta de ser disrputivo, em sua essência, é um grande desafio. Por outro lado, ignorar as disrupções pode trazer riscos e perdas financeiras gigantes para grandes companhias, como já temos assistido.

Fato é que a transformação dos negócios está apenas começando, que tal embarcar nessa jornada rumo ao desconhecido?

Então prepare-se que no próximo post vamos revelar a teoria do pai da disrupção sobre porque a Netflix é o exemplo perfeito de negócio disruptivo e o Uber, não 😳 Até a semana que vem!


* Créditos
Foto capa: Pablo Blazquez Dominguez/Getty Images
Chris Bradley e Clayton O’Toole – An incumbent’s guide to digital disruption

Sobre o autor

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Ana Karla Martins

Jornalista por natureza, empresária por opção em busca de formas para tornar o mercado da comunicação mais inovador. Editora da Revista Rulez, co-fundadora do Banzai Coworking e idealizadora do movimento Realiza Bonita!